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15 de outubro comemora-se o dia do professor, poderia ser uma data como outra qualquer, porém esse dia está revestido de indignação e luta perante a situação na qual se encontra a educação e o professor no Brasil.

Em sua célebre frase, Monteiro Lobato dizia que: “um país se faz com homens e livros”. O escritor brasileiro esqueceu-se de adicionar o professor a esse processo.

O professor é o responsável pela formação de um país. O seu trabalho é um dos mais importantes para a construção da cidadania e do pensamento crítico de um cidadão. Desde pequeno temos em nós a figura de um professor, quando começamos a iniciar no mundo da leitura e das letras, o educador está ao nosso lado e nos conduz rumo ao aprendizado.

Inicie minha vida estudantil no Externato Otacir Amorim, em São Gonçalo, cursando a alfabetização. A minha primeira professora foi a Sandra Rose, uma educadora que me acompanhou até o primário. Sou eternamente grato por tudo que me ensinou.

Fui cursar o ginásio em outra escola, o Gonçalves Lêdo. Levei comigo a bagagem de aprendizado que a “tia” Sandra Rose me passou e fui adiante. No ginásio, adorava as aulas de história do professor William que me marcaram muito nesse período. No entanto, uma educadora que ficou em meu coração foi a professora de artes, Solange. Sua alegria era contagiante, tornando a aula uma das mais disputadas da escola em que muitos poucos alunos faltavam.

Terminado o ginásio, chegava a hora de cursar o antigo segundo grau, atualmente conhecido como ensino médio. Dessa vez, o colégio Liceu Nilo Peçanha em Niterói foi o meu destino. Desse período levo comigo as aulas de Português da professora Dayse e as de física do professor José Carlos. Dayse utilizava um método bem diferente do que eu estava acostumado das aulas de português. Ela além de ler livros, levava música para sala de aula e participava com os alunos nas atividades de escrita sobre temas que norteavam a sociedade.

Como eu nunca fui um aluno bom nas matérias exatas, sempre tinha dificuldades em física. Portanto o professor José Carlos quebrou essa ideia. Ele explicava de uma forma diferente dos demais. Com ele a física se parecia simples, passei a gostar da parte de mecânica e dos cálculos. Suas piadas com as fórmulas ficavam gravadas nas mentes dos alunos, finalmente consegui entender a velocidade média e o deslocamento escalar.

Terminado o ensino médio, chegava a hora de decidir qual carreira seguir. Foi no pré-vestibular comunitário Oficina do Saber da Universidade Federal Fluminense (UFF), que conheci professores e ensinamentos que vou carregar por toda minha vida.

Foi nas aulas de Geografia do professor Jorge Mitrano que recebi o apelido de Che. No primeiro dia de aula o professor Mitrano adentrou a sala com a bandeira do Brasil e com a seguinte pergunta: você é livre? Como eu estava vestido com uma camisa do Che Guevara, fui logo indagado pelo professor: quem é esse na sua camisa? Respondi que era o Ernesto Guevara e o professor brincou com a minha semelhança ao Che Guevara. Como era o primeiro dia de aula e poucos sabiam meu nome, fui batizado como o Che da turma.

Outro professor muito importante nesse período é a quem chamo de meu mestre é o Luiz Barbosa, professor de História. Foi em suas aulas que conheci o pensamento crítico, o estudo crítico da história. As discussões de temas nas aulas de História do Tempo Presente foi um divisor de águas na minha formação.

Ainda nesse período não posso deixar de citar as monitorias, uma espécie de reforço das disciplinas. As monitorias do professor e amigo, André Tinoco, contribuíram muito no meu aprendizado. Sou eternamente grato a esses profissionais.

Durante a graduação em Biblioteconomia na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), um professor que me marcou muito foi o Rafael Fortes. A sua disciplina, Realidade Urbana Brasileira foi a única que tive o contato com uma abordagem mais humanística e crítica.

Finalmente na pós-graduação em Ciência da Informação que estou cursando na UFF, a professora e orientadora Lídia de Freitas é a que está me direcionado a pesquisa. Suas orientações são claras, precisas e um diferencial muito positivo na minha formação.

Sou eternamente grato a todos os professores que passaram em minha trajetória estudantil. Nesse dia 15 de outubro, além de felicitar os professores, estarei nas ruas com eles. Afinal de contas, se tive a oportunidade de aprender algo foi graças à atuação desses mestres que merecem todo respeito e reverência.

Como muito bem definiu Cora Coralina: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

 

 

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2 Comentários

  1. Alexandre
    15 de outubro de 2013 a 12:27 —

    Um texto em homenagem aos professores é algo que merece ser lido, porém, vou me atrever a discordar da Cora Coralina (que pretensão a minha) em sua definição sobre o aprendizado. Com certeza o educador aprende ao ensinar, mas ao se referir à transferência do que se sabe para outro logo me lembrei de Paulo Freire e do que ele chamava de "concepção bancária da educação". O educando não é uma conta bancária para receber uma transferência proveniente do educador. O conhecimento é uma construção coletiva de educador e educando.

  2. Alexandre
    15 de outubro de 2013 a 15:27 —

    Um texto em homenagem aos professores é algo que merece ser lido, porém, vou me atrever a discordar da Cora Coralina (que pretensão a minha) em sua definição sobre o aprendizado. Com certeza o educador aprende ao ensinar, mas ao se referir à transferência do que se sabe para outro logo me lembrei de Paulo Freire e do que ele chamava de "concepção bancária da educação". O educando não é uma conta bancária para receber uma transferência proveniente do educador. O conhecimento é uma construção coletiva de educador e educando.

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