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Os profissionais bibliotecários podem e devem atuar para além dos espaços tradicionais de trabalho, notadamente as bibliotecas. Foi este o sentimento geral que predominou entre os participantes do 33º Painel de Biblioteconomia em Santa Catarina, realizado na cidade de Joinville entre os dias 12 e 14 deste mês.

Promovido pela Associação Catarinense de Bibliotecários (ACB), o evento parece se firmar dentre os mais importantes eventos da categoria promovidos no Brasil. Esse sucesso se deve em grande medida ao grau de organização que impera entre os associados e entusiastas do associativismo, congregados em torno da ACB. Não à toa o evento tenha alcançado uma longevidade tão extensa. A própria ACB acaba de completar 40 anos de fundação, comemorados durante o Painel.

Este ano a programação parece ter empolgado o público, vindo de diversos lugares do Brasil e até do exterior, que compareceu em peso ao Centro de Educação Profissional Dário Geraldo Salles (CEDUP).

“O 33º Painel Biblioteconomia em Santa Catarina não poderia ter sido melhor. Foi tudo planejado de forma a proporcionar o máximo de trocas de conhecimento e experiências entre estudantes, profissionais e professores da área. Voltei para casa com novas perspectivas e estou ansioso para disseminar as ideias que me foram apresentadas. Simplesmente fantástico. Esperando pela próxima edição”, avaliou Filipe Soares, estudante de Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que participou pela primeira vez de um Painel.

Dentre as atividades mais importantes estava a conferência de abertura proferida pelo professor e editor Briquet de Lemos que fez uma grande explanação da história das bibliotecas no mundo e muitos de seus profissionais, dentre os quais se inclui Gabriel Naudé, o famoso bibliotecário francês, Paul Otlet, pioneiro da organização das redes mundiais de tratamento e difusão da informação registrada, e Manuel Cícero Peregrino da Silva que se destacou por sua vasta atuação.

Os grupos de trabalho (GTs) também se destacaram pela sua dinâmica e proposição prática, sendo extraído das discussões recomendações que podem embasar ações dos profissionais. As conversas giraram em torno de temas como “Gestão e tecnologia em Unidades de Informação”, “Bibliotecários em novos espaços” e “Bibliotecas públicas além das paredes de bibliotecas”.

Tanto entre as palestras, como nas apresentações de trabalho se registrou um grande número de iniciativas empreendedoras promovidas por bibliotecários como, por exemplo, de Suely de Brito que contou sua experiência à frente da ‪ContentMind, empresa que atua no ramo educacional, promovendo cursos de qualificação para bibliotecários e outros profissionais da informação.

Vera Stefanov, presidente do sindicato dos bibliotecários do Estado de São Paulo (SIBIESP), apontou iniciativas empreendedoras tocadas por bibliotecários e fez um panorama dos principais requisitos para regularizar uma empresa. Segundo ela, “existem várias oportunidades no mercado a serem exploradas pelos profissionais bibliotecários”.

Mas é claro que essas oportunidades não são só as de cunho mercadológico. A atuação de bibliotecários também pode se dar em atividades sócio-políticas em prol da cultura. É o caso da bibliotecária Glaucia Maindra, que foi eleita recentemente para o Conselho Nacional de Políticas Culturais, e ressaltou a importância da participação dos bibliotecários nos espaços de cultura e educação. Segundo ela, “não dá para pensar a biblioteca escolar de forma isolada, tem que ter um contexto. Os bibliotecários precisam participar dos conselhos municipais de educação”.

Avaliação do evento

 “Acredito que o evento instigou a nossa atuação para que cada vez mais nós atuemos de forma proativa”, avaliou Ana Caroline Remor, coordenadora desta edição do Painel. Para Kátia Costa, presidente da ACB, o evento tem uma história contínua de sucesso, sendo que, segundo ela, este de 2015 superou todas as expectativas. De acordo com Kátia, a intenção agora é expandir as atividades cada vez mais para o interior do estado. Em sua fala de agradecimento Kátia deixou escapar a informação de que a próxima edição poderá ser realizada em Criciúma, cidade do Sul do estado de Santa Catarina.

“Nós também queremos alcançar e apimentar não só o nosso estado, a gente espera ter sempre pessoas de outros estados. Nós estamos abrindo pontes e fechando elos para percorrer todo o Brasil e quem sabe o mundo”, disse Kátia empolgada. A vice-presidente da ACB, Daniela Spudeit, informou que será feita uma pesquisa que possibilite pensar temas para serem discutidos na edição de 2016.

“Como será realizado em outra região, a gente sempre procura ouvir as pessoas mais próximas, para saber a opinião delas. Mas, nós vimos hoje nos grupos de discussão alguns temas que são recorrentes, como trabalho colaborativo, o trabalho em rede, a questão dos sistemas de informação, o próprio empreendedorismo, que é uma bandeira que eu levanto, e que foi bastante mencionado”, esclarece Spudeit.

A Revista Biblioo realizou uma cobertura quase que integral ao evento, divulgando em tempo real, por meio do Facebook, tudo que rolava por lá. As palestras foram gravadas e em breve serão disponibilizadas ao público por meio da TVBiblioo, no canal do Youtube.

Confira algumas fotos do evento:

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