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No dia em que seria nosso Halloween, tirando as fantasias, em que as crianças sairiam em buscas de doces jogados em aleluia ou entregues em saquinhos de papel, dia do cararu das crianças na Bahia, foi o dia escolhido para a liberação da propaganda eleitoral para as prefeituras e câmaras municipais. Estamos em campanha eleitoral!

Relembro que a Biblioo fez diversos diálogos sobre temáticas que são relevantes para o universo da informação e que podem ser revistos no canal do Youtube e aqui no site da revista. Esses diálogos irão ajudar muito na hierarquização das prioridades na escolha de candidatos.

Esse ano é o primeiro que estarei fora das eleições municipais porque mudei meu domicílio eleitoral para Brasília, onde não temos mais prefeitura. Confesso que sinto falta dos showsmícios que rolavam na minha cidade, no Novo Gama (GO), e que para mim era a parte legal da política. Já falei pra vocês que já trabalhei de cabo eleitoral? Pois é, já fiz isso e foi muito difícil apresentar as ideias de um candidato para pessoas desesperançadas e cercadas por vulnerabilidades.

Esse escrutínio será totalmente diferente devido a pandemia do coronavírus. É até importante lembrar que ainda estamos em pandemia e que não tem vacina. Por conta dos efeitos dessa pandemia, a eleição foi transferida para novembro. Então iremos conviver com nossos candidatos até novembro. Não sei se vai bombar como o Big Brother ou se vai flopar, mas é algo que além do vírus, iremos conviver. E nesse processo de convivência como profissionais da informação e eleitores precisamos estar atentos paras as regras eleitorais e para as ditas “promessas”.

Não vou dar uma de Gabriela Prioli e relembrar aqui o papel das prefeituras e câmara de vereadores (vocês que lutem para pagar o curso de 500 reais). Na verdade, as limitações dos cargos é somente uma parte da análise do discurso, uma parte da interpretação das pessoas candidatas. Penso que a primeira análise é o real comprometimento com a causa que a pessoa diz defender. Se ele diz defender o meio ambiente, a assistência social, o Sistema Único de Saúde, as minorias, os livros, a biblioteca, a informação… observe e veja se ele defende mesmo essas ideias ou se está somente tentando captar votos.

Aproveita e veja como a pessoa candidata está convivendo com a pandemia, veja se não está fazendo como a Gabriela Prioli ou usando um discurso de desinformação. Eu lembro da minha última eleição para prefeitura e vejo que meu pensamento mudou muito e acho que de muitas pessoas também, mas isso não é universal, não podemos universalizar a nossa experiência e por isso os profissionais da informação podem ser muito importantes nesse processo.

Assim, destaco alguns pontos da Resolução TSE nº 23.610/2019 que regulamenta a propaganda eleitoral nesta eleição:

  • A utilização de qualquer conteúdo, inclusive feito por terceiros, pressupõe que o candidato, o partido ou a coligação tenha verificado a presença de elementos que permitam concluir a fidedignidade da informação, assim desinformação produzida pela pessoa candidata ou por terceiros enseja em responsabilidade que pode ser no âmbito penal;
  • Carro de som continua permitido, mas não os trios elétricos. Carros de som e mini-trios são permitidos somente em carreatas, caminhadas, passeatas e durante reuniões e comícios. As aparelhagens de som são permitidas entre as 8 e 22h, sendo vedada instalação a distância inferior a 200 metros da sede dos poderes, hospitais, casas de saúde, escolas, igrejas e bibliotecas
  • Ainda é proibida a confecção, utilização e distribuição de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou qualquer vantagem. Também é proibida a afixação de propaganda em postes de iluminação pública, viadutos, passarelas, pontes, placas, árvores, muros, cercas, tapumes e outdoor.
  • É permitida a propaganda eleitoral na internet. Esta pode ser realizada por sites, mensagens, blogs, redes sociais, WhatsApp, telegram, mas pelo menos é vedada via telemarketing. Somente as pessoas candidatas, partidos ou coligações podem impulsionar publicações em redes sociais, mas não podem enviar mensagens de massa no WhatsApp.

Desejo a todos um processo eleitoral tranquilo com muita discussão de ideias e engajamento nas decisões das cidades. Em outros textos aqui na Biblioo fizemos discussões relevante sobre política e quem sabe não é a hora de você maratonar? Até novembro tem muito chão e nós, profissionais da informação, temos muito a contribuir nesse processo.

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