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A inclusão digital contribui para a democratização do acesso às tecnologias assistivas e da informação. Com isso, o cidadão que for adquirir conhecimentos capazes de permitir que ele se torne um usuário das tecnologias da informação, poderá agregar mudanças positivas em sua vida social e profissional. A educação à distância nos últimos anos facilitou a inclusão de várias pessoas, que antes não tinham acesso à educação e a informação no Brasil.

A inclusão de pessoas com deficiências não se limita a matriculá-los, mas dá apoio necessário para que esses se desenvolvam ativamente, tanto cognitivamente, como na linguagem, na sua autonomia, habilidades, identidade e conhecimento contextualizado do mundo. Exemplo de educação inclusiva de pessoas com deficiências é a do Projeto Maré Latina, no Rio de janeiro, no qual crianças carentes com e sem deficiência, participam de várias oficinas, dentre elas a produção de contos infantis, curta-metragem e de espanhol, com aulas presenciais ou à distância.

Atualmente com parceria com o “Fã Clube Latinidade Enrique Iglesias Brasil”, as crianças com e sem deficiência recebem aulas de dança Latina, com o professor Graciano Cunha. O Projeto Maré Latina, teve seu trabalho reconhecido este ano, recebendo o Prêmio de Ação Local/RJ, das mãos do Prefeito Eduardo Paes, com o livro e curta-metragem “Thalia no reino da Fadas”.

maré latina

A Inclusão Digital tem sido pauta obrigatória no cenário político nacional e internacional e motivação de várias ações, projetos e programas nas agendas sociais no Brasil e em diversos países do mundo. A exclusão digital nos últimos anos causada pela distribuição desigual do acesso aos computadores conectados à internet, para reverter esse quadro, a solução será democratizar este acesso a tais redes, sendo estas incluídas na educação, como forma de facilitar a aprendizagem através de recursos tecnológicos e na educação à distância.

Segundo o site Onid, no Brasil, a inclusão digital entrou em prática, no final de novembro de 2005, com o projeto de inclusão digital do Governo federal, Computador para Todos (Projeto Cidadão Conectado). Dessa forma espalham-se centros de acesso público à internet, cursos de alfabetização tecnológica e outras iniciativas destinadas a minimizar a exclusão digital entre pessoas com deficiências, idosos, analfabetos, indígenas, pessoas de baixa renda e professores.

A inclusão digital remete à busca da reflexão crítica do mundo em que vivemos das condições de sobrevivência (emprego, alimentação, moradia, etc.), promovendo a diminuição das desigualdades sociais. Valoriza a diversidade, respeita a diferença e busca reduzir a desigualdade social oferecendo oportunidades para todos, sejam eles deficientes ou não.

Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no censo de 2000, 25 milhões de brasileiros apresentavam alguma deficiência. Nos últimos anos cresceu a preocupação das instituições públicas e particulares em incluírem as pessoas com deficiências. A acessibilidade ainda não é uma realidade total, porém temos avanços. O Brasil tem mecanismos para promover a inclusão social e digital: leis, produção tecnológica especializada, centros de pesquisa em acessibilidade. Porém, existem poucos pontos públicos de acesso à internet preparada para receber deficientes.

A acessibilidade é tema de uma exposição no Rio de Janeiro, promovido pela UFRJ, desde 2014, chamada de “Cidade Acessível, um desafio aos sentidos”, esta exposição mostra os principais problemas encontrados pelos deficientes em uma cidade grande, como o Rio de Janeiro. O assessor do site da UFRJ, Fernando Pedro, nos faz pensar:

“Textos em Comunicação Alternativa estão disponíveis nos principais museus da cidade, para que qualquer surdo ou pessoa com alguma deficiência intelectual (deficiência intelectual ou atraso cognitivo é um termo que se usa quando uma pessoa apresenta certas limitações no seu funcionamento mental e no desempenho de tarefas como as de comunicação, cuidado pessoal e de relacionamento social), possa ter acesso às informações das obras expostas?”

A maioria dos espaços culturais brasileiros não elaboram meios de acessibilidade para pessoas com deficiências. A transformação do espaço físico, portanto, é a primeira coisa a fazer, o local deve ser modificado para atender bem a todos os alunos com deficiência. Dentre algumas medidas básicas que são recomendadas para as instituições estão a instalação de rampas, elevadores e banheiros adaptados, entre outras.

Um exemplo de instituição que trabalha com pessoas com deficiência é a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), uma associação que junto aos pais ajuda a prevenir e tratar a deficiência e promover o bem estar.

As tecnologias digitais deixam os pais em dúvidas ao deixar o filho com deficiência usá-las ou não usá-las, mas têm aplicativos educativos gratuitos que não necessitam de internet e ajudam a desenvolver a coordenação motora, o ritmo, criatividade, noções de matemática e noções de cuidados. O aplicativo “A Girafinha amiga” é um exemplo disso.

Na TV aberta, temos TVE BRASIL, este canal apresenta o Programa Especial, que debate sobre a inclusão de pessoas com deficiências, acessibilidade, leis, entre outros temas. O projeto ‘Livro nas Praças’ visita comunidades do Rio, levando mais de 60 livros em braile, alguns com ilustração e áudio para crianças. Além disso, tem o ônibus-biblioteca que foi totalmente adaptado para receber o público com necessidades especiais e uma cadeira de transbordo, para cadeirantes e idosos, foi implanta para facilitar o acesso de quem tem dificuldades para subir a escada.

A educação inclusiva tem o objetivo centrado no educando, capaz de educar a todos, sem discriminação, respeitando suas diferenças e oferecendo ao educando uma escola que lide com a diversidade e ofereça respostas adequadas às suas características e necessidades, sempre solicitando apoio e recursos de instituições e especialistas quando se fizer necessário. Respeitando e fortalecendo uma sociedade democrática.

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