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Por O Globo

Atacado pelo atual ministro da Cultura, o ex-titular da pasta reagiu. E o baiano Juca Ferreira a escolheu a mesma tribuna do adversário: o Facebook. Ele criticou duramente Marcelo Calero, que havia chamado a administração passada de “irresponsável” e “incompetente”.

Acusado de “aparelhar” o MinC, Ferreira afirmou que Calero deseja justificar “arbitrariedades” e “incompetências”. O ex-ministro argumentou que, entre os 81 funcionários exonerados pela pasta na terça-feira, estão pessoas que estavam na administração desde o governo de Fernando Henrique Cardoso. Ele disse também que entre os dirigentes do órgão, havia “simpatizantes do PSDB e de outros partidos de oposição”.

Ferreira foi além, e afirmou que Calero, escolhido pelo presidente interino Michel Temer, é um “pau mandado”. Também chamou o atual ministro de “agente menor do golpe”.

Mais tarde, Calero voltou ao Facebook para se defender: “O ex-Ministro Juca Ferreira, cuja trajetória pessoal respeito profundamente, usou hoje as redes sociais para me ofender e atacar de maneira vil. Lastimo muito que assim tenha procedido. Considerar que adversários políticos são inimigos e buscar destruir reputações são duas das razões pelas quais atravessamos a maior crise de toda nossa história, produto da gestão da qual ele fez parte. De toda sorte, seguimos aqui firmes, no combate ao aparelhamento do MinC e no conserto do caos administrativo que nos foi legado.”

Na terça-feira, o MinC divulgou uma nota oficial em que justifica as demissões. “As exonerações fazem parte da reestruturação da pasta e do plano de valorização dos servidores de carreira, anunciado pelo Ministro da Cultura, Marcelo Calero, por ocasião de sua posse. A medida promove o desaparelhamento do Ministério da Cultura e valoriza o servidor de carreira”.

Leia o texto completo de Juca Ferreira:

A mentira tem pernas curtas. Calero está querendo bancar o sabido, justificando suas arbitrariedades e incompetências com essa história de aparelhamento. Mentira.

O MinC não foi aparelhado. Estávamos montando uma estrutura republicana para tratar a cultura com a importância que ela tem. Entre os dirigentes do MinC, tínhamos simpatizantes do PSDB e de outros partidos de oposição, sendo que a maioria era sem partido e pouco afeita às lides político-partidárias.

Nesta leva de mais de 80 demitidos estão pessoas que já trabalhavam no MinC na época de FHC. Pessoas que eram o elo entre diferentes gestões, funcionavam como memória viva e depositárias da expertise desenvolvida pelo MinC. A “esperteza” de justificar as demissões alegando desaparelhamento tem duas facetas enganosas: enganar a opinião pública e criar um clima de simpatia superficial com os funcionários estáveis.

Calero é um agente menor do golpe. O que popularmente chamamos de pau mandado. Fará o que determinarem. Tem se mostrado deslumbrado e arrivista. Está gostando da notoriedade repentina… Mas não se engana muita gente o tempo inteiro. O tempo dirá.

‪#‎ForaTemer‬

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