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Na semana passada o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ) tornou-se mais uma vez notícia em todos os sites e nos noticiários dos telejornais do Brasil. Desta vez com a aprovação do novo projeto para sua reconstrução.

Como sabemos, o Museu foi destruído em setembro de 2018 por um o incêndio de grandes proporções. Segundo a investigação da Polícia Federal, o fogo não foi criminoso e teve sua origem em um aparelho de ar-condicionado do Auditório Roquette-Pinto. Por falta de água em hidrantes no entorno do Museu, a CEDAE foi multada no valor de R$5,6 milhões.

Desde o incêndio, a diretoria da instituição, assim como os demais funcionários, vem trabalhando com parcerias da UNESCO e de países, como Alemanha, Áustria, entre outros. Para a recuperação do Museu Nacional, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) destinou o recurso de R$ 20 milhões, em agosto de 2020.

Outros que vêm apoiando e incentivando a reconstrução do MN são: os deputados federais do Rio de Janeiro, a Associação Amigos do MN (SAMN), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto Cultural Vale, Bradesco entre outros.

A UNESCO anunciou, no dia 20 de fevereiro, o vencedor da licitação do Projeto Museu Nacional Vive: o consórcio H+F Arquitetos e Atelier de Arquitetura e Desenho Urbano. Segundo Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil, “esse novo projeto arquitetônico atenderá aos mais rigorosos padrões internacionais de acessibilidade e segurança, o que tornará o Museu Nacional uma fonte renovada de cultura e história ainda mais integrada à comunidade”.

Projeto Museu Nacional Vive. Imagem: divulgação

Segundo ela, “no momento em que o mundo atravessa uma das crises mais difíceis de sua história, a busca por soluções conjuntas e inovadoras é imperativa para termos, no menor prazo possível, o Museu Nacional aberto para o público”.

Ainda segundo uma reportagem da Agência Brasil EBC (20/02/2020), o investimento do Projeto Museu Nacional Vive, nesta fase, será de R$ 2.695.212,50 e tem o prazo de execução de 18 meses. Este edital contemplou aspectos previstos no projeto anterior ao incêndio, Programa de Revitalização do Museu, desenvolvido por servidores da instituição.

Segundo Denise Pires de Carvalho, reitora da UFRJ, a inauguração do campus de Pesquisa e Ensino do Museu Nacional acontecerá em 2021. Em 2022, com a celebração do bicentenário da Independência do Brasil, deverá ser inaugurado o Bloco 1.

Segundo uma outra reportagem da Agência Brasil EBC (15/10/2020), a obra total de reconstrução do museu está orçada em mais de R$ 370 milhões, incluindo a restauração do Palácio do Paço da Quinta da Boa Vista e a reserva técnica, e tem previsão de conclusão em 2025.

Projeto Museu Nacional Vive. Imagem: divulgação

“O montante não inclui, entretanto, o acervo do museu. Dos R$ 370 milhões, já foram obtidos R$ 164 milhões. Negociações se encontram em curso com outros potenciais patrocinadores para conseguir os recursos restantes. Com o ministro, o diretor do MN/UFRJ disse ter abordado também a possibilidade de outros financiamentos”, diz a reportagem.

Nas redes sociais do próprio Museu Nacional e em grupos ligados ao Patrimônio, boa parte dos internautas estranharam e questionaram algumas alterações do novo projeto, pois desejavam manter a aparência mais próxima do Museu Nacional antes do incêndio.

Neste novo projeto arquitetônico aparecem rampas no entorno do Museu e, tijolos, no saguão de acesso às exposições inserindo o incêndio na história do edifício. A intenção do Projeto é trazer elementos novos e antigos para o novo Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, como disse Alexander Kellner, diretor da instituição.

De acordo com Kellner, o Museu Nacional será um “museu de História Natural e Antropologia inovador, sustentável e acessível”.

Coleções do Museu Nacional

Em 2019, após 1 ano do incêndio, o Museu Nacional/UFRJ lançou o documentário Resgates, que é uma produção da Coordenadoria de Comunicação Social (CoordCom) da UFRJ, com direção, roteiro e edição do cineasta Zhai Sichen. O documentário de 38 minutos mostra a dedicação dos profissionais na recuperação de peças do acervo nos escombros do Museu.

O Museu Nacional também tornou pública a notícia da recuperação de 30% da Coleção Imperatriz Teresa Cristina, uma das mais importantes da instituição e que ocupava três salas. Entre os objetos encontrados estão os afrescos de Herculano e Pompéia. Mais informações sobre o resgate desta coleção pode ser vista no Encontro “Relatos do Resgate: Conservação, Restauro e a Coleção Imperatriz Teresa Cristina”.

Projeto Museu Nacional Vive. Imagem: divulgação

Segundo a coordenadora do Núcleo de Resgate, Cláudia Carvalho, foram mais de 4.500 peças resgatadas, sendo que a maioria refere-se ao acervo dos departamentos de Antropologia, Geologia e Paleontologia.

Além destes objetos, o Museu Nacional recebeu doações de peças da Universal Museum Joanneum de Graz (instituição da Áustria) em 2020. A Coleção com 197 peças incluem cerâmicas, adornos e ferramentas de populações indígenas do Alto Xingu, na Amazônia. (Reportagem da Agência EBC, 18/03/2020)

Enquanto o Museu Nacional/UFRJ não é reaberto, temos que matar a saudade através da Internet. A instituição possui um site (https://www.museunacional.ufrj.br/) super informativo, assim como as redes sociais (Facebook) e um canal de video com eventos, filmes etc. Também recomendo o e-book “Museu Nacional – Panorama dos acervos: passado, presente e futuro”, publicado pelo Museu Nacional e pelo British Council Brasil e lançado em 2020.

A publicação apresenta um panorama sobre os acervos e as coleções do Museu Nacional/UFRJ. São elas: Acervos: bibliográficos, arquivístico, histórico-artisticos, didático-científicos, e as Coleções Científicas: Antropológicas, Geologia e Paleontologia e Biológicas. Resumindo: ressalta a importância histórica do Museu Nacional/UFRJ. O livreto está disponível na internet (clique aqui para baixar). Vale muito a pena a leitura!!

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