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Por Gustavo Magnani, do literatortura.com. Traduzido de Yahoo

Enquanto o mundo assistia ao oscar, infelizmente, as pessoas de Mosul assistiam a um diferente show. Elas ficaram horrorizadas ao verem membros do EI queimarem a biblioteca pública de Mosul. Dentre os milheres de livros abrigados, mais de 8.000 livros raros e manuscritos foram queimados.

“Militante do Ei bombardearam a Biblioteca. Eles usaram explosivos improvisados” disse Ghanim Al-Ta’an, o diretor do local. Pessoas notáveis, de reconhecimento popuar e intelectual, tentaram persuardir o EI a privar a biblioteca, mas eles falharam”.

O assistante do diretor, Qusai All faraj, disse que a Biblioteca Pública de Mosul foi estabelecida em 1921, mesmo ano do nascimento do “Iraque Moderno”. Dentre as coleções perdidas estavam manuscritos do sécuo XVIII, livros sírios impressos na primeira “gráfica” do país, no século XIX, livros da era Otomana, jornais iraquianos de antes do século XX e algumas antiquidaeds como um astrolábio e uma ampulheta utilizada por antigos Árabes. A biblioteca hospedou mais de 100 bibliotecas pessoais de notáveis famílias de Mosul ao longo do último século.

Durante a invasão dos EUA, a biblioteca foi saqueada e destruída por guerrilheiros. Contudo, as pessoas que moravam próxima ao local, salvaram a maioria das coleções e famílias ricas compraram de volta o que foi roubado.

“900 anos atrás, os livros do filósofo árabe Averroes foram coletados sob seus olhos… e queimados. Um de seus estudantes começou a chorar enquanto testemunhava a queima. Averroes disse a ele: as ideias tem asas… Mas eu choro hoje por nossa situação” disse Rayan Al-Hadidi, um ativista e blogueiro de Mosul. Al-Hadidi disse que o estado de raiva e tristeza está dominando a cidade. Até o site da biblioteca está suspenso.

“Que pena! Nós constumávamos ir à biblioteca durante os anos 70. Era um dos grandes marcos de Mosul. Eu ainda lembro o especial pedaço de papel onde os nomes do livros foram listados alfabeticamente”, disse Akil Kata que se exilou de Mosul anos atrás.

No mesmo dia que a biblioteca foi destruída, o EI boliu outra igreja em Mosul. A igreja de Mária, a virgem. O teatro da universidade de Mosul também foi queimado, de acordo com testemunhas. Na cidade de “al-Anbar”, no ocidentedo Iraque, a campanha de queima de livros do EI conseguiu destruir mais de 100 mil títulos, de acordo com os oficiais. Último dezembro, o EI queimou a biblioteca da universidade de Mosul.

Iraque, o berço da civilização, o locao de nascimento da agricultura e da escrita e a casa dos sumérios, arcádios, assírios, babilônios e árabes, nunca testemunhou tamanho assalto aos seus pertences culturais, desde a Era Mongol.

Existem planso para libertar a cidade. Mas, até lá, Mosul provavelmente não terá mais nenhum sinal de sua riqueza histórica deixada para trás.

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