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Rumo ao Parlamento: os desafios de um bibliotecário em busca de votos

Biblioteca Municipal Prof. Nelson Foot, em Jundiaí (SP). Foto: divulgação

Quero agradecer ao pessoal da Biblioo pela possibilidade de poder falar das minhas propostas como bibliotecário e candidato a vereador aqui na cidade de Jundiaí-SP. Esses espaços têm sido importantes para mim, por dois motivos:

Sou bibliotecário formado pela Faculdade de Filosofia e Ciências /FFC– Unesp que fica em Marília-SP. Sou mestre pela Faculdade de Educação da Unicamp. Atualmente sou coordenador do curso de graduação em Biblioteconomia do Centro Universitário Assunção – UNIFAI.

Sempre participei das discussões políticas na escola. Na faculdade fui membro do Centro Acadêmico e representante estudantil dentro do Departamento do curso e também no Conselho Universitário da Unidade.
Acredito na coletividade, fui conselheiro na 13ª Gestão do Conselho Regional de Biblioteconomia – CRB8 e sempre apoiei as ações das entidades e associações que representam os profissionais da área.

Nunca fui partidário, mas sempre mantive meu pensamento progressista em relação aos fatos, eventos e tantas outras tramas na conjuntura política nacional e por esse motivo e mediante a realidade que vivemos, decidi me filiar ao partido REDE SUSTENTABILIDADE, mais como uma forma de ampliar minhas ações políticas e sociais.

Vi na REDE uma proposta diferenciada de fazer política. A REDE traz em seu estatuto uma horizontalidade entre os filiados que mostra a valorização da diversidade de pensamentos e a busca pela unidade partidária.

O convite para candidatura veio antes da pandemia, no começo do ano quando participei da Convenção Estadual do partido, o coordenador do Elo Jundiaí, senhor Marcelo Lo Mônaco disse a mim a seguinte frase: “Rogério, você tem potencial para ser candidato.” Ao longo dos meses essa fala ficou na minha cabeça, mas os inúmeros compromissos com a Faculdade, com a família e outros assuntos me colocavam numa situação de muita incerteza, pois não gosto de fazer as coisas pela metade ou mal feitas.

No mês de agosto quando vieram as convenções partidárias municipais, ainda estava na dúvida, mas nesse meio tempo já estava envolvido com o partido de corpo e alma. Atualmente sou membro da Comissão de Ética da REDE em nível Estadual. Conheci muita gente guerreira e que está disposta às mudanças no cenário político também. Alguns são candidatos a prefeitos, outros a vereadores e isso foi mais um ponto para chegar a decisão de me candidatar.

Claro que a decisão foi tomada com uma consulta à minha família, esposa e filhas. Foi preciso explicar que a partir dali começaria uma nova fase em nossas vidas.

Hoje estou aqui, no meio da campanha para vereador, vendo os bastidores da política e aprendendo a cada instante que o político precisa ser versátil, ter um senso crítico, respeito aos valores de seus eleitores e acima de tudo prezar pela ética e não cair em armadilhas que são colocadas no caminho.

Essa experiência já vale a participação neste pleito. A campanha eleitoral em 2020 está bem diferente dos anos anteriores. Com a pandemia, nosso trabalho tem sido conquistar os eleitores nas Redes Sociais. Já fiz vídeo, áudios, montei lista de transmissão, etc… Aqueles que têm poucos recursos, como é o meu caso, precisam contar com a criatividade, a voz e o conhecimento básico das Tecnologias da Informação. Precisamos fazer de tudo para que nossas ideias cheguem a nossos eleitores.

A minha campanha está pautada em dois pilares que tenho apresentado aos meus eleitores. 1) Trabalhar questões que estejam relacionadas aos jovens. Principalmente no que diz ao seu primeiro emprego e outras ações relacionadas a esse público que muitas vezes fica de fora das discussões e das tomadas de decisões dos gestores públicos. 2) Levar para o parlamento bandeiras que nem sempre são defendidas ou debatidas como deveriam ser nas Câmaras das cidades. Porque elas são complexas e os gestores públicos nem sempre estão dispostos a debate-las com a profundidade que merecem. Entre elas destaco, cidades inclusivas (deficientes/altas habilidades/ superdotados); ações afirmativas (racismo estrutural) e a valorização de categorias que estão sem voz dentro das Câmaras.

Na base do primeiro pilar entram as ações relacionadas ao livro, a leitura e as bibliotecas. Jundiaí tem o cargo de bibliotecário instituído, não para todos os setores, mas essa questão precisa ser debatida e ampliada conforme haja implementação de leis como a 12244 que institui a presença de bibliotecários em bibliotecas escolares.

Trago algumas propostas efetivas para a cidade que estão relacionadas com a ampliação dos equipamentos culturais nos bairros mais afastados do centro. Hoje Jundiaí tem mais 400.000 mil habitantes. Uma cidade que cresceu de forma vertiginosa nos últimos anos.

A cidade necessita de ampliação de muitos serviços públicos, entre eles, aqueles relacionados a cultura. Com apenas uma grande biblioteca pública que traz serviços de interesses coletivos, essa unidade não consegue dar conta do atendimento em outros bairros da cidade.

Minha proposta é levar artistas e equipamentos culturais como um grande conjunto ações para os bairros e assim de forma paliativa atender as necessidades culturais da população.

Apresentações dos artistas nas Feiras livres noturnas. Feiras de troca de livros são propostas que podem ser criadas sem muito custo. Programas de leitura nos Parques das Cidades. Jundiaí tem muitos parques e esses espaços podem ser locais de ampliação das ações literárias e culturais.

Esse trabalho culminará por intermédio de parcerias e apoio institucional num ônibus-biblioteca que levará essas atividades aos bairros. Já temos excelentes exemplos que podem auxiliar-nos, como o ônibus-biblioteca da Mário de Andrade, o trabalho realizado pelo do ônibus biblioteca do SESC. Conheço profissionais que atuam nesses equipamentos e que podem servir como benchmarking para o que será criado em Jundiaí.

São muitas ideias que estão planejadas em cada passo que tomarei, caso seja eleito. Veja a seguir em linhas gerais algumas das minhas propostas.

Juventude – Projetos que auxiliem a primeira experiência no mercado de trabalho.

Cultura – Ampliação dos equipamentos culturais nos Bairros (Ônibus-biblioteca – artistas no bairro).

Educação – Escolas Conectadas – Ampliação de estruturas tecnológicas (equipamentos, sinais de dados) para enfrentamento do novo normal dentro das escolas municipais.

Inclusão social – Cidade Inclusiva – Defender e incentivar projetos de Inclusão para deficientes em todos setores da sociedade a fim de pensar uma cidade inclusiva.

Ações afirmativas – Defender ações afirmativas contra o racismo que opera na institucionalidade das organizações. (Racismo estrutural). Sem o debate e a apresentação de projetos com essa pauta não há democracia.

Essas são minhas propostas como candidato a vereador em Jundiaí-SP. Gostaria de convocar os bibliotecários e a comunidade em geral a curtir minha página no Facebook, Instagram, mesmo que não vote em minha cidade, mas mostre nossa força e unidade. Sucesso a todos os candidatos bibliotecários!

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