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Uma das perguntas mais atuais e prementes na Biblioteconomia brasileira é: por quais motivos não temos um sistema nacional de sindicatos bibliotecários? A pergunta ressoa com muita pertinência em um momento que os sindicatos passam por crises de representação político-institucional, especialmente por vinculações ideológico-partidárias, mas que ainda se constituem como uma das maiores fortalezas representativas no âmbito profissional (sindicatos de classe), social, cultural, educacional, empresarial, entre outros.

A resposta para esta pergunta não deve ser peremptória, mas deve ser incisiva na medida em que a Biblioteconomia e outras disciplinas vinculadas ao chamado “campo da informação” podem redimensionar suas perspectivas de mobilização política e arregimentar novas conquistas na área, principalmente na expansão qualitativa de mercados, humanização das categorias representadas (considerando que o profissional que atua no campo da informação tem como primado de trabalho lidar e satisfazer sujeitos que demandam e necessitam de informação) e lutas por melhores condições de trabalho/carreiras.

Diante da pergunta que norteia o texto é possível elencar um conjunto de fatores que justificam os motivos pelos quais Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia não criaram seu sistema nacional de sindicatos e como pode ser preliminarmente pensado este sistema sindical.

A primeira questão é de cunho histórico. O advento do sindicalismo no Brasil é relativamente recente. Datado dos fins do século XIX, principalmente após a substituição do trabalho escravo pelo assalariado, os primeiros movimentos sindicalistas surgiram de sociedades de socorro (ajuda mútua entre grupos sociais) e união operária. No entanto, é visível a instabilidade representativa dos sindicatos em virtude de regimes repressivos como a ditadura getuliana (1937-1945) e a Ditadura Militar (1964-1985), período em que os sindicatos foram legalmente desautorizados e muitos passaram a agir na clandestinidade.

Na Biblioteconomia, o sindicalismo não chegou a ser uma tendência efetiva em face de ser uma área notadamente reprodutora das ideologias dominantes. Apenas em fins das décadas de 1930 e início da década de 1940, com a criação de cursos superiores de Biblioteconomia como, por exemplo, em São Paulo (graças aos esforços de Rubens Borba de Morais em 1936), Bahia/UFBA (1942), São Paulo/PUCCAMP (1945), Rio Grande do Sul/antiga UFRS (1947), Paraná/UFPR (1950), Pernambuco/UFPE (1950), protagonizado por Edson Nery da Fonseca, Minas Gerais/UFMG (1950), bem como a partir de reformas na educação durante a década de 1940 que mostravam os degradantes problemas das bibliotecas e condições precárias de trabalho para os profissionais que nela atuavam, observa-se um esforço para a constituição de um movimento político-institucional da Biblioteconomia, porém, mais de caráter associativista (organização profissional) do que classista (condiciona luta econômica, política e ideológica).

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