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Brasil, abril de 2016. Soterrado até o pescoço pelos destroços da crise financeira, dos escândalos políticos e do caos social, o país respira com muita dificuldade. De um lado, um governo que não cumpriu com suas promessas e metas; do outro, uma oposição sedenta por tomar o poder, nem que para isso tenha que cortar a cabeça do estado democrático de direito. No meio do cabo de guerra, o povo brasileiro assume a espada dos antigos gladiadores romanos e é solto para brigar no Coliseu, seja em defesa de grupos políticos ou para lutar pela própria sobrevivência.

É o caso de Glória Sousa, 46 anos, secretária. Em uma escaldante tarde carioca, Glória seca a testa encharcada de suor enquanto equilibra o peso do corpo movimentando os pés em um ponto de ônibus em Vila Isabel, zona norte do Rio. Ela espera mais uma vez pelo coletivo que a levará para o Centro da cidade. Mãe de dois filhos e desempregada há mais de seis meses, Glória tem insistido na busca por uma vaga de trabalho, mas a tarefa não tem sido fácil. “Tenho procurado em todo lugar, mas não consigo nada. Já nem sei quantas vezes fui deixar meu currículo, mas tá difícil contratar. Tenho dois filhos que precisam de atenção, alimentação, escola, saúde. O básico, pelo menos. Mas como resolver, né?”, desabafa.

Separada, Glória diz que não recebe pensão e está se mantendo com a ajuda de parentes: “Minha mãe e meu irmão estão me ajudando. Agora com essa crise, tudo está bem mais caro. Com os preços aumentando e sem controle nenhum, fica muito complicado para quem é pobre. Até aquilo que deveria ser bom, para dar o exemplo, está péssimo”, diz.  Glória afirma que a escola dos filhos não tem infraestrutura e os alunos ficam expostos ao calor, à sujeira e sem condições mínimas de estudo.

No entanto, após reconhecer as falhas governamentais, ela acrescenta: “Acho que o governo da Dilma precisa melhorar muita coisa, mas tem o lado bom, né? Tenho dois irmãos terminando o curso de Direito em uma universidade particular. Foi bolsa do governo. Vai formar pelo PROUNI. Se não fosse isso, como é que pobre teria chance?”, indaga.

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