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A notícia não é nova, mas é recorrente: o julgamento de um dos assassinos da missionária norte-americana Dorothy Stang foi mais uma vez anulado pela justiça. O fato ajuda a perpetuar a cultura da impunidade no Brasil, sobretudo nas questões que envolvem disputas de terra.

Em passagem recente pelo Brasil, o biólogo argentino Raúl Montenegro, representante da Fundação Right Livelihood Award (RLA), organização internacional de direitos humanos, afirmou ser nosso país aquele com mais gente assassinada em questões ambientais e da terra entre 2002 e 2011. Foram, segundo ele, 365 mortes nesse período.

A região da Amazônia é a que registra maior quantidade de assassinatos. Embora tenha registrado uma baixa nesse tipo de violência no ano passado, o Pará, onde Dorothy e tantos outros foram violentados, confirmou seis mortes, deixando para Rondônia (nove casos) a liderança do ranking macabro.

A situação nem de longe parece estar perto de ser resolvida. Tanto é assim que um relatório da Comissão Pastoral da Terra, feito com dados até o primeiro semestre de 2012 informa existir 38 pessoas ameaçadas de morte no sul e sudeste do Pará e todos estariam sem assistência de apoio governamental.

Estes fatos não são frutos do acaso. Ao contrário. São o resultado de uma política que ignora a reforma agrária como um preceito indispensável para a observância de direitos básicos, como aquele de ter um pedaço de terra num país continental, para que se possa plantar e viver com um mínimo de dignidade. O problema não apresenta solução aparente, sobretudo num governo de gerência como o de Dilma.

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