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Será que nem mesmo após tamanho retrocesso para a profissão com a extinção dos cargos de bibliotecário do serviço público, os bibliotecários e bibliotecárias conseguirão finalmente se unir para lutar a favor da tão sonhada valorização da profissão?

A que tanto falamos ao decorrer dos anos, ou essa tão sonhada valorização será apenas uma utopia para nós, e talvez, esse seja o motivo de não vermos tantos bibliotecários e bibliotecárias envolvidos politicamente, pois não acreditamos que um dia conseguiremos ser valorizados? E aqui com política, eu não falo apenas de participar de atos e afins, falo sobre nossos atos diários, que são atos políticos, de levarmos debates sobre assuntos importantes em torno de nossa profissão para nosso círculo de amigos, nossos trabalhos, para as salas de aulas.

Ouvi bastante durante meus quatro anos de estudante e meus poucos anos de formada que este não é o papel do bibliotecário, que não devemos nos envolver politicamente. Mas se não formos nós, bibliotecários e bibliotecárias, a correr atrás e lutar por nossa profissão, quem o fará? Será que finalmente vamos todos e todas nos levantarmos para realmente agir ou vamos nos limitar a abaixo assinados pela internet?

Enquanto estudante participava do Centro Acadêmico do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CABG – UFRJ), conseguimos fazer com que uma expressão se espalhasse pelos alunos e professores e vi a força que temos quando verdadeiramente nos unimos e vamos à luta. A expressão era “Biblio na luta”.

Será que conseguiremos finalmente nos unir, bibliotecários e bibliotecárias, alunos e alunas, sindicatos, conselhos e associações e finalmente ir atrás da tão sonhada valorização da profissão e não apenas assistir indignados aos massacres cometidos contra a nossa profissão, e aqui quero não só incluir a nossa profissão, mas os retrocessos na sociedade?

Não podemos mais aceitar bestializados os fechamentos de bibliotecas públicas, a privatização dos espaços culturais públicos, o desmantelamento da área cultural e tantos outros retrocessos que estão retirando o acesso à cidadania e informação.

Este ano temos eleições e a pauta das bibliotecas, do livro e da leitura precisam ocupar um espaço no debate eleitoral. Mais do que nunca se faz necessário aproveitar as mudanças nos conselhos regionais com as recentes chapas eleitas, criar novos diálogos e iniciar mobilizações mais efetivas em torno dessas discussões. Enquanto continuarmos apenas bradando nas redes sociais contra as anuidades dos Conselhos Regionais, poucas mudanças serão concretizadas. Temos sim, de participar efetivamente desses espaços e construir novas mobilizações e mudanças.

Então vamos, Biblio na Luta?

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