12
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Difícil falar de dados, porque estes são muitas vezes bastante obscuros e contraditórios. Mas qualquer pessoa atenta é capaz de perceber que a situação das bibliotecas brasileiras não é a das melhores.

Quando não estão fechadas para intermináveis obras, muitas estão com suas atividades desestruturadas, comprometendo o atendimento aos seus usuários. Os exemplos vão da Biblioteca Pública do Amazonas às Bibliotecas-Parque do Rio, passando pela Biblioteca Demonstrativa de Brasília.

Biblioteca-parque da Rocinha, zona zul do Rio de Janeiro, ocupa uma área de 1,6 mil metros quadrados (Foto: Divulgação)

Além dos usuários, o desmantelamento destes importantes equipamentos culturais tem prejudicado trabalhadores que ora estão desempregados, ora estão subempregados, recebendo salários abaixo do que manda o mercado ou mesmo trabalhando em condições inadequadas.

Neste cenário, as comunidades, bem como coletivos culturais se encontram desabrigados de espaços para exercer suas manifestações. Em São Paulo e no Rio de Janeiro estes coletivos se ressentem do descaso do poder público para com suas iniciativas, não dando o devido valor aos seus fazeres profissionais. Sim, fazer arte também é profissão e como tal deve ser valorizado!

Mas apesar do descaso dos governos para com as bibliotecas públicas, estas não são as únicas prejudicadas neste cenário.

As bibliotecas das universidades públicas, por exemplo, também sofrem os efeitos do desmantelamento da educação superior. E em medida muito maior ainda as bibliotecas escolares padecem do desprezo dos governantes pela educação básica que sequer reconhecem a biblioteca como algo fundamental no processo educacional.

As bibliotecas comunitárias, que por vezes fazem o papel das bibliotecas públicas, não recebem nenhum tipo de investimento do poder público. Seus gestores, agentes comunitários e membros das comunidades onde estes espaços estão inseridos, não têm qualquer tipo de aporte de modo que possam se dedicar cada vez mais às ações que desenvolvem muitas vezes de forma quase vocacional.

As bibliotecas carcerárias, importantes instrumentos de ressocialização de apenados e remissão de penas, sequer chegaram a se realizar por aqui, muito em função, é claro, da vontade política de não realizar estes espaços.

Enfim, haverá de chegar um dia 9 de abril, dia da biblioteca, para se comemorar?

Cursos online de qualificação em Biblioteconomia e Ciência da Informação. Acesse!
Post anterior

CFB, FEBAB e IBICT devem participar do GT para rediscutir o depósito legal

Próximo post

IBICT lança guia do usuário do Koha, software livre de bibliotecas

Sem Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × 1 =