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Por Nathasha Mazacaro de O Globo

Assim que os primeiros raios de sol apareceram, um Machado de Assis começou a piar. Guimarães Rosa, apoiado numa pata só, observava um gato que passava na esquina. Enquanto isso acontecia, um Monteiro Lobato resolveu coçar a própria barriga com o bico. Novos pássaros estão se multiplicando pela cidade e tudo isso é culpa das duas sócias da Satrápia, uma agência carioca de empreendimentos sociais.

Juntas, Myrtes Mattos e Renata Tasca idealizaram o “Ninho de livros”, que são casinhas de madeira parecidas com as de passarinhos, que servem como pontos de troca de obras literárias.

No mês passado, a dupla arrecadou R$ 30 mil por meio de uma vaquinha pela internet para fazer mais dez ninhos em comunidades pacificadas da cidade. As contempladas serão Cantagalo, Morro do Borel, Morro da Providência, Rocinha, Chapéu Mangueira, Complexo do Alemão, Cidade de Deus, Morro dos prazeres, Tabajaras e Complexo da Maré.

— Queremos que grafiteiros locais personalizem elas. Tirando pela experiência do Santa Marta, o projeto dá muito certo — diz Renata. — E o interessante é que cada lugar tem um perfil diferente: no Santa Marta, reinam os infantis; no Parque Lage, os de arte; no Arpoador, os escritos em outras línguas.

Em um ano, o projeto já distribuiu mais de 11 mil livros. Segundo as idealizadoras, o índice de leitura nas comunidades é quase zero. E o problema não é isolado: de acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, sete em cada dez brasileiros não leram nenhum livro em 2014.

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