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RIO – Nesta entrevista Lucinda Miranda, coordenadora de projetos sociais da Supergasbras, empresa do ramo de combustíveis, fala das iniciativas na área de Responsabilidade Social da empresa, onde o incentivo a leitura ocupa lugar importante. A entrevista foi realizada no estande da empresa na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, ocorrida no início de setembro deste ano.

Rodolfo Targino: Lucinda, a Supergasbras não é uma empresa diretamente ligada aos livros, mas mesmo assim vocês estão participando da Bienal. Como surgiu essa idéia?

Lucinda Miranda: Pois é, nós temos vários projetos sociais e socioambientais e nosso foco mesmo é educação. Nós acreditamos muito na educação, que para mudar esse país somente através da educação. A sustentabilidade só se constrói com educação. Daí a nossa presença na Bienal incentivando a leitura principalmente do público mirim, do público infantil, porque eles são o nosso futuro realmente. Temos que começar a incentivar o hábito da leitura desde a infância.

R. T.: Atualmente quais são os projetos que a Supergasbras apóia ou desenvolve?

L. M.: Nós temos uma gama de projetos que desenvolvemos e outros que são patrocinados. Hoje, por exemplo, vamos ter aqui a presença das crianças do “Viva Vôlei”, que é um núcleo de uma escolinha de vôlei para crianças de 7 a 14 anos. Essas crianças para fazerem parte desse núcleo, precisam estar matriculadas em escolas e ter boas notas. Esse núcleo é uma parceria nossa com o shopping Grande Rio e se localiza no parque Juriti em São João de Meriti/RJ. Nós também somos patrocinadores das pentacampeãs de vôlei de praia, Juliana e Larissa, que estarão presente aqui porque são madrinhas do Viva Vôlei, e além disso, elas tem uma história de vida muito bonita, então elas mesmas tem esse desejo de estar aqui hoje, incentivando a leitura porque foi através da leitura dos livros que elas começaram a sonhar que poderiam chegar lá e  chegaram né? Hoje representam bravamente o Brasil. Dentre vários projetos que nós temos, todos eles estão disponíveis em no nosso site, eu destacaria também um pré-vestibular, chamado “Preparando o futuro” que nós desenvolvemos na comunidade da Maré/RJ. É um pré-vestibular com alto índice de aprovações para instituições como UFRJ, UERJ, PUC… Além desse pré-vestibular, nós temos também o “Chega de Saudade” que é um projeto que foi pensado e foi desenvolvido já tem um tempinho com a Fundação para Infância e Adolescência (FIA), do Governo do Estado do Rio de Janeiro, na busca de crianças desaparecidas. Utilizamos o nosso botijão, que é o nosso produto, distribuímos mensalmente por volta de um milhão e meio de botijões com as carinhas e as informações dessas crianças através de um pequeno encarte que vai fixado nos botijões, no Rio de Janeiro e na Zona da Mata. Temos pretensão de expandir esse projeto pela importância e relevância dele. De 36 crianças divulgadas, 9 crianças já foram encontradas. Então isso mostra para o sucesso do projeto e que estamos no caminho certo. Temos o “Mais energia”, é um projeto sócio-ambiental de segurança alimentar e reciclagem, falamos sobre o consumo consciente, sobre o desperdício, o que antes era lixo e hoje não é, o alimento em sua forma total, aproveitando talos, casca, folhas, sementes. Esse projeto pela sua grandeza, ele atinge todas as classes sociais, mas o nosso publico especifico mesmo são as comunidades, estamos levando isso para dentro das comunidades, para a sociedade, para que as nossas crianças tenham uma melhor qualidade de vida em termos nutricionais, são alimentos (as cascas, os talos) com muita vitamina, muita proteína, muito nutriente. Tem que largar o preconceito, jogar fora o preconceito e mudar o hábito, mudar a nossa cultura, não tem porque não ter uma vida melhor, com menos doenças, mais dinheiro no bolso, porque você economiza, o seu orçamento familiar melhora. Esse projeto é grandioso e ele tem o selo do “fome Zero”.

R. T.: Como a Supergasbras chega a esses projetos para apoiá-los? Vocês fazem algum tipo de mapeamento, vocês disponibilizam algum tipo de edital?

L. M.: Esse projeto é nosso, foi criado e desenvolvido por nós. Como? O botijão, ele está em mais de 10 milhões de lares em todo o Brasil. Então começamos pensando no projeto, através da dona de casa e da realidade que ela vive. Não só esse projeto como vários projetos que nós temos. Vamos a campo, temos contato com a comunidade e procuramos desenvolver o que avaliamos de melhor. Temos um produto que é uma energia limpa não poluente, porque não ensinar dona de casa a melhor maneira de utilizar? Isso é segurança, levamos segurança para os nossos clientes e para quem não é cliente também. Procuramos desenvolver os nossos projetos com qualidade e segurança.

R. T.: E o legal Lucinda é que você acompanha os dois lados, a realidade da empresa e também a realidade dos projetos sociais. Nessa sua trajetória, você tem algum fato que te marcou no desenvolvimento dessas atividades?

L. M.: Tenho sim. Eu tenho vários fatos, é difícil contar todos eles para vocês aqui agora, mas eu posso dizer que eu me envolvo mesmo em todos os projetos. Estou na maioria deles, de frente, pessoalmente. No projeto das mães, têm muita história triste, mães que me procuram e falam “Lucinda, não abandona a gente, Supergasbras não abandona a gente.” Essas mães querem colocar um ponto final na história que elas vivem de não saber se o filho está vivo, se o filho se encontra morto e não trazemos só esperança, porque assim tem que tomar um cuidado muito grande de você levar uma esperança e mexer muito com a auto-estima com o psicológico dessas mães, então tentamos resgatar a esperança para buscar ajudar, como foi o caso agora dessas nove crianças, conseguimos levar alegria e uma benção para essas mães. Conheço muitas pessoas que mudaram mesmo, tanto a alimentação, como a própria vida, hoje tem alguns que conseguem o seu sustento com isso, aprendeu a fazer receitas nutritivas, faz para a sua comunidade, conseguiu ter geração de renda, conseguiu ter uma vida melhor. A questão das crianças e do pré-vestibular também! Você vê meninos da comunidade da Maré/RJ, que é uma comunidade altamente violenta, com um nível alto mesmo. E eles tão lá, eles não desistem, querem mudar de vida e conseguem. Outro ponto que percebemos e temos isso registrado, é que o nível de evasão escolar diminuiu muito, o nível de alfabetização aumentou e a escolaridade na comunidade aumentou, porque elas acreditam no projeto, é um projeto importante.

R. T.: E para finalizar, em sua opinião, qual o retorno que esses projetos trazem, não só para a empresa, mas também para os funcionários?

L. M.: Eu acredito que é uma motivação muito grande você poder trabalhar em uma empresa, em que ela não só distribui gás, ela faz muito mais do que isso: ela transforma as pessoas, ela consegue mudar. Acho que todo funcionário da Supergasbras, ele é motivado até porque nós temos um programa nacional de voluntariado, então levamos o funcionário para participar do projeto. Até aqui na Bienal, os funcionários estão envolvidos, olhando, participando, ajudando a organizar aqui com as crianças, vendo o projeto. Isso é muito bacana, é o clima organizacional que melhora muito é você vestir a camisa, acreditar mesmo na empresa na qual trabalha.

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