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A transição da Sociedade da Informação para a Sociedade do Conhecimento influenciou, completamente, os processos organizacionais. De modo, que o conhecimento passou a ser visualizado como um ativo organizacional. Em decorrência disso, a Gestão do Conhecimento (G.C) tem sido questão de estudo, debates e reflexões. De forma similar, as unidades de informação (Bibliotecas, Centros e Sistemas de Informação e Documentação) buscam acompanhar, moldar e refletir sobre sua atuação a fim de atender as demandas do meio em que estão inseridas.

Essas unidades são constituídas por instituições com enfoques complexos que, simultaneamente, divergem e convergem. Possuem ainda, direcionamentos distintos quanto aos serviços e produtos. No entanto, todas as instituições obedecem ao percurso da aquisição, processamento, armazenamento e disseminação da informação, cada qual com o modus operandi específico. Nesse contexto, a Biblioteca Universitária (B.U) apresenta-se como um setor dinâmico que visa à prestação de serviços e a obter como lucro a utilização dos seus produtos em aspectos qualitativos e quantitativos. Para tanto, a execução dos processos e a elaboração dos serviços e produtos, suscita do Bibliotecário: postura estratégica, gerencial e inovadora.

Nesse sentido Caiçara Júnior em sua obra: Sistemas Integrados de Gestão comenta que o uso da informação consiste na sua utilização estratégica a qual permite que a organização alcance vantagens competitivas em relação à concorrência e a possibilidade de gerar novos negócios. Assim, ao considerar essa diretriz é possível visualizar que a revolução informacional proporcionou espaço à Sociedade do Conhecimento a partir do momento que a geração do saber se deu a partir dos saberes já existentes. Desse modo, equivale ao Conhecimento a completude de informações, dados e relações. Portanto, diante de tantas transformações, a fim de garantir que o conhecimento seja um ativo organizacional, a Gestão do Conhecimento tem ocupado grande espaço e suscitado inúmeros estudos no âmbito da Biblioteconomia.

Certa vez, Luiz Quel (2006) em sua obra Gestão de conhecimentos e os desafios da complexidade nas organizações afirmou que o estudo do conhecimento é um dos maiores desafios do homem, desde os primórdios de sua existência consciente. E de fato isso é verdade, é possível visualizar tal afirmação, ao considerar que o contexto social, religioso e político do indivíduo, interferem no modo como o conhecimento é construído e exteriorizado através suas das práticas e ações.

Tão logo, é este o grande diferencial do trabalhador na sociedade contemporânea: aquele que consegue desenvolver habilidades e executar ações junto ao ambiente em que está inserido. Para isso, é necessário que o indivíduo ou a organização na qual ele pertença, opere de forma aberta, com o compartilhamento de dúvidas e diagnosticando as demandas do ambiente que se pretende alcançar.

Biblioteca Universitária: uma instituição social?

Na organização social os indivíduos são livres para tomar decisões e realizar escolhas tendo como referencia as normas dadas pela estrutura social, concordando ou não com os valores grupais, com as convenções. Da mesma forma ocorre com a Biblioteca Universitária (B.U), afinal ela equivale a uma parte de uma estrutura maior, a Universidade, que possui missão, objetivos e normas que são refletidas nas intervenções executadas pela BU com vistas a oferecer suporte ao ensino, pesquisa e extensão.

Tão logo, a biblioteca universitária como instituição social deve atuar na perspectiva de fortalecer o significado social do conhecimento, subsidiando a geração de novas informações e como potenciais incrementadoras das atividades acadêmicas conforme cita Varela et al. em Bibliotecas universitárias: integrando saberes, ou seja, potencializando a atitude científica.

Visualizada desse modo, espera-se que a biblioteca acompanhe a dinâmica da sala de aula e reflita constantemente sobre suas práticas e aplique inovações nos produtos e serviços que irão oferecer aos seus usuários. Em outros termos, que incentive e auxilie na busca por informações que irão gerar conhecimentos e proporcionar novas inquietudes e exigências que nortearão à equipe da biblioteca a produzirem novos instrumentos e serviços facilitadores no processo de pesquisa, aprendizado e criação.

Em face desse contexto marcado pela dinamicidade as bibliotecas universitárias são impulsionadas a estabelecerem planos estratégicos que priorizem a formação continuada de seu corpo técnico e administrativo, a fim de possibilitar a realização de suas atividades meio e fim cada vez mais eficiente e eficaz.  Em suma, a biblioteca universitária corresponderá plenamente aos anseios de seus usuários a partir do momento que o recurso humano que a integra entender que serão as ações e atitudes provocadas por eles, que farão o diferencial, assim a busca e o aperfeiçoamento do conhecimento equivalem a uma linha estratégica no qual o uso e gestão do conhecimento dos colaboradores da biblioteca será um recurso valorativo nas ações do setor.

Tão logo, espera-se que novas perspectivas sejam alimentadas para uma prática administrativa de excelência e de um atendimento de qualidade ao usuário, seja na atuação, na inovação dos processos de trabalho, nas metodologias de treinamento e na gestão da informação. Afinal, as organizações esperam que o bibliotecário desenvolva ações: serviços e produtos que estimulem o uso e proporcione vida, dinamicidade à biblioteca. Em virtude disso, emerge o recurso individual denominado Conhecimento, como sendo o agregador de valor.

O bibliotecário detentor de conhecimentos será capaz de aplicá-lo de várias formas e de reconhecê-los, gerenciando o que há de melhor nos indivíduos que compõe sua equipe. Assim sendo, a gestão do conhecimento é uma ferramenta, um recurso capaz de agregar valor às iniciativas realizadas por bibliotecários face aos cenários da biblioteca universitária.

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