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A Chapa RenovAção foi eleita para assumir o triênio 2018/2020 da 18ª gestão do Conselho Regional de Biblioteconomia da 7ª Região. Após garantir um total de 1003 votos a favor nas eleições do Conselho no ano passado, a referida Chapa foi empossada no dia 04 de janeiro de 2018, em cerimônia realizada no Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Formada em sua grande maioria por jovens bibliotecários, essa gestão chega para assumir muitos desafios e, além disso, tentar ampliar a participação da classe bibliotecária nas pautas e decisões relacionadas ao CRB-7 em um cenário de crise política e institucional.

No julgamento do atual presidente Marcelo Marques de Oliveira, a valorização da classe bibliotecária será realizada somente quando os bibliotecários e bibliotecárias participarem das ações e iniciativas do Conselho. “Afinal o Conselho é a casa do bibliotecário e é lá que ele deve estar”, diz o bibliotecário formado pela Universidade Federal Fluminense.

Nesta entrevista, Marcelo Marques, que teve participação na Comissão da Biblioteca Escolar da gestão anterior do CRB-7, debate os desafios e as metas que são colocadas a frente da nova gestão, relata a forma como recebeu as questões do Conselho da gestão anterior, avalia a recente regulamentação do Técnicos em Biblioteconomia e por fim fala das reclamações da classe bibliotecária em torno das anuidades e da necessidade de melhoria do diálogo entre o Conselho e seus pares.

Como surgiu a ideia de criar a chapa “RenovAção” para concorrer as eleições do Conselho Regional de Biblioteconomia da 7ª Região (CRB-7)? 

Pessoalmente falando, a ideia de concorrer às eleições do CRB-7 surgiu a partir da minha participação na Comissão de Biblioteca Escolar do Conselho, que realizou algumas ações ao longo da gestão anterior, como: V Fórum de Bibliotecários, com o tema “Biblioteca Escolar”, na Câmara Municipal de Niterói; criação da Carta de Compromisso em prol das Bibliotecas Escolares para os postulantes aos cargos municipais na última eleição; elaboração do Projeto de Lei 254/2015 no Município de Niterói e do Projeto de Lei 597/2015 no Estado do Rio de Janeiro, ambos criando o Sistema de Biblioteca Escolar na sua rede pública de ensino; aprovação de Metas e Ações no Plano Municipal de Educação de Niterói, que garante pelo menos um bibliotecário por unidade de ensino da Rede Municipal e que as novas escolas públicas e privadas prevejam em seus projetos arquitetônicos a Biblioteca Escolar. Por fim, realizamos uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Niterói para discutir o Papel do Bibliotecário e da Biblioteca Escolar na Educação de Niterói. A partir desta atuação específica, senti a necessidade de dar continuidade a estas ações e a possibilidade de promover novas iniciativas. Em conjunto com bibliotecários mais próximos, passamos a convidar profissionais empenhados na causa biblioteconômica e também com o fazer bibliotecário para a composição da Chapa RenovAção. É importante ressaltar que todos que estão ou estiveram como conselheiros do CRB-7 são voluntários, profissionais que realmente lutam pela causa e estão dispostos a doar parte do seu tempo em prol do desenvolvimento da Biblioteconomia e das bibliotecas.

Posse da 18ª Gestão do CRB-7. Foto: Facebook/Divulgação

Como se encontra a atual situação do CRB-7? Qual foi o cenário que vocês receberam da gestão anterior? 

O processo da transição do mandato ocorreu de forma colaborativa, permitindo um conhecimento prévio de algumas questões administrativas e financeiras do Conselho. Devido ao esvaziamento da gestão anterior, infelizmente, alguns processos internos estavam atrasados e a situação financeira, que já vinha de um mau momento, acabou sofrendo um impacto ainda maior devido à ocorrência de inadimplências, que pode ser avaliada como um dos efeitos da crise econômica pela qual o Estado vem passando. Estamos fazendo mais levantamentos que vão nos permitir ter um panorama mais amplo em algumas semanas.

Quais são as metas e os principais desafios que estão sendo colocados para a 18ª gestão que se inicia? 

A nossa plataforma de campanha tem como principal mote o fortalecimento da relação entre o CRB-7 e os bibliotecários, fazendo com que estes se sintam realmente parte do sistema CFB. Para que isto seja possível, colocamos algumas metas, como: promover a participação da comunidade profissional nas decisões do CRB-7; incentivar e ampliar a participação de bibliotecários e estudantes de Biblioteconomia nas comissões e nos grupos de trabalho; conscientizar os bibliotecários sobre as atribuições do CRB-7; promover ações de incentivo ao reconhecimento da profissão, objetivando levar ao conhecimento da sociedade os novos perfis de atuação do bibliotecário; iniciar o processo de inserção de estudantes nos debates promovidos pelo Conselho; dialogar com os bibliotecários sobre a inclusão de outras categorias (Licenciados e Técnicos em biblioteconomia) e lutar pela efetivação da Lei 12.244 em nosso estado.

Chapa RenovaAção durante cerimônia de posse. Foto: Facebook/Divulgação

Como você avalia a recente regulamentação do técnico em Biblioteconomia? Na sua avaliação quais são os impactos para área e para os conselhos? 

É importante a regulamentação da profissão, porém com os vetos ao art. 5º, que atribuía ao Conselho Federal de Biblioteconomia dispor sobre o código de ética, a anuidade e as atribuições do profissional Técnico em Biblioteconomia, e seu parágrafo único, que delega aos Conselhos Regionais de Biblioteconomia (CRB’s) a fiscalização do exercício da profissão, vejo como prejudicial não só para a área, como para os próprios profissionais que estarão desamparados pelo Conselho, que tem a responsabilidade de criar as diretrizes e normas para sua área de atuação.

Todo início de ano surgem reclamações acerca do valor das anuidades dos CRBs e muitos profissionais utilizam as redes sociais para demonstrar insatisfação. Como vocês pretendem enfrentar essa questão?

Definir o valor das anuidades é atribuição do Conselho Federal de Biblioteconomia, porém não há nada que impeça que, através das comissões, levemos propostas ao CFB. Para isso, porém, é necessário que tenhamos bibliotecários engajados em conhecer o funcionamento do Conselho, participando das ações desenvolvidas e, principalmente, fazendo proposições de novas ações das quais possam participar ativamente.

Existe algum projeto ou ideia para melhorar o diálogo com a classe acerca dos assuntos que norteiam a área e também o CRB-7? 

Sim. Acreditamos que só conseguiremos promover a valorização da categoria através da participação de todos que são representados pelo Conselho, e até mesmo pelos que virão a ser representados, sendo o caso dos estudantes e recém-formados que ainda não ingressaram no mercado de trabalho. Para atingirmos este objetivo, estamos desenvolvendo as propostas de campanha como o CRB-7 Jovem, que cria um setor para estimular a participação de estudantes da área, o CRB-7 Nas Mídias, que visa fortalecer os canais de comunicação junto à sociedade e aprimorar a utilização das redes sociais para interação com os bibliotecários, e promoção das ações e atividades do CRB. Estas iniciativas visam promover um maior conhecimento sobre a entidade, sua finalidade, sua trajetória, seus limites e suas perspectivas e unificar a defesa do Conselho como importante ferramenta de luta da categoria. Este processo de diálogo já começou, criamos ferramentas de atualização de cadastro on-line, estamos nos esforçando para criar uma cultura organizacional que dê resposta às solicitações, independente do meio em que elas sejam enviadas, inclusive pelo Facebook, e criando outras formas de interação para que haja essa aproximação. Afinal o Conselho é a casa do bibliotecário e é lá que ele deve estar.

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