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Redefinição de Impressão Google+

“O que faz o obeso ser obsceno, não é que ele tenha muito corpo, é que ali o corpo está demais” (Baudrillard).

Em dezembro de 2009, o Google começou a personalização de seus resultados de busca para cada usuário. Em vez de nos dar amplamente popular, o Google agora tenta prever o que é mais provável para você clicar. Surgiu a personalização. Isso ameaça o que nós consumimos e como compartilharmos informações. Embora esse fenômeno seja despercebido, os filtros personalizados estão varrendo a web, criando universos individuais de informação para cada um de nós.

Em um mundo personalizado, que será cada vez mais digitado e alimentado apenas a notícia de que é agradável, familiar, e que confirma as nossas crenças, não saberemos o que está sendo escondido de nós. Nossos interesses passados vão determinar o que estamos expostos e, no futuro, deixando menos espaço para os encontros inesperados que acendem a criatividade, a inovação e o intercâmbio democrático de idéias.

Nossos corpos são programados para consumir gordura e açúcares porque estes são raros na natureza. De certa maneira, somos biologicamente programados para estar atentos para coisas que nos estimulam: conteúdo vulgar, violento ou sexual, e mexericos que são humilhantes, embaraçosos ou ofensivos. Se não tomarmos cuidado, acabaremos desenvolvendo um equivalente psicológico para obesidade. Corremos o risco de consumir conteúdo que trará pouco benefício para nós e para a sociedade como um todo.

Minhas dicas para uma dieta informacional:

1)       Agora mesmo que você será um eterno aprendiz. Nunca poderá, nem precisará saber de tudo;

2)      Lembre-se sempre que você não precisa saber tudo, mas somente como encontrar o que precisa. O mais importante, então, não é acumular informações, mas aprender a localizá-las e inseri-las em um contexto que faça sentido prático (aplicabilidade);

3)      Vale mais saber como localizar e selecionar as informações sobre determinado assunto do que tentar saber tudo sobre ele;

4)      Compreenda que grande parte dos textos e sites na Internet dizem a mesma coisa com outras palavras;

5)      Sempre estabeleça limites na busca de informações (cronológico e quantitativo);

6)      Procure aprender os melhores critérios de seletividade. Não leia as informações provenientes de boas fontes. Leia apenas as de fontes excelentes. Priorização é a chave;

7)      Também é importante saber quem são as pessoas-chave que poderão ajudá-lo a integrar e contextualizar as informações quando você precisar;

8)      Procure concluir as tarefas que começou. Cada vez que você abandona uma atividade para fazer outra (pára de ler um email, para atender ao telefone, por exemplo), o seu cérebro interrompe a construção de circuitos neuroniais necessários àquela atividade para iniciar outra. Isso promove o esquecimento da primeira tarefa e exige mais energia do cérebro;

9)      Elimine fonte de noticias (cortei enormemente meus feeds);

10)  Antes de clicar em uma notícia, pergunte-se: o que isso me agrega em valor?

Agulha3al sonha com o dia em que encontrará um caixa de e-mail vazia…

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1 Comentário

  1. 13 de agosto de 2014 a 15:39 — Responder

    A dica mais importante acho que foi sobre concluir as tarefas que começamos. Com tanta informação, e tanta distração ao mesmo tempo, é fácil cair na teia da procrastinação, e atrasando a vida com coisas irrelevantes. Por isso os filtros também são essenciais.

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