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Na última segunda-feira (06/02) foi publicado no Diário Oficial a exoneração de Eva Doris Rosental da pasta da cultura. No seu lugar assume o deputado estadual André Lazaroni do PMDB, um forte aliado de Pezão e suas atuações na política são marcadas nas áreas do esporte e do meio ambiente.

 No ano passado, o novo secretário esteve envolvido em uma polêmica logo após a prefeitura do Rio ter contratado para concluir as obras das Olimpíadas empresas que tem entre os acionistas o pai e o tio do deputado.

Mudança na pasta da cultura foi publicada no Diário Oficial da última segunda-feira. Fonte: Diário Oficial Digital

Eva Rosental ficou pouco mais de dois anos a frente da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). Durante a sua gestão a crise econômica se intensificou e as bibliotecas parque do Rio foram fechadas. Em entrevista à Revista Biblioo durante a cerimônia de abertura da Semana Internacional de Acessibilidade e Cultura, realizada em setembro do ano passado na Biblioteca Parque Estadual, a ex-secretária de cultura deu uma declaração fora da realidade. Na ocasião, Rosental informou que seriam construídas um total de dez novas bibliotecas na Baixada e no interior do estado através de um programa de parceria público-privado nos mesmos moldes das quatro existentes.

Até agora o programa não foi colocado em prática e três das quatro unidades das bibliotecas parque do estado do Rio continuam com suas portas fechadas e sem utilidade pública.

Mobilização contra a extinção da Cultura

Como de costume em períodos de crise os cortes nos orçamentos chegam primeiro nas pastas que tem uma grande importância social como saúde, educação e cultura. Em novembro passado, o pacote de medidas anunciado pelo Governo do Estado do Rio previa que a partir de primeiro de janeiro de 2017 a Secult-RJ seria extinta e fundida à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Diversos setores da área da cultura reagiram contra medida e até mesmo uma audiência pública foi realizada no dia 24 de novembro de 2016 no Theatro Municipal. Durante a audiência a Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) anunciou que daria entrada em um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para manter a estrutura da Secult.

A campanha #FicaSEC ganhou grande repercussão e apoio de parlamentares cariocas. Alguns deputados chegaram a começar a redigir uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) com o objetivo de transformar a Secult em um direito fundamental na Constituição Estadual.

Em entrevista à Revista Biblioo no término da audiência pública da cultura Waldeck Carneiro criticou a extinção da pasta e o enfraquecimento das políticas públicas para área do livro e da leitura e das bibliotecas. “A extinção da Secretaria de Estado de Cultura é uma aberração e consequentemente o enfraquecimento profundo do processo de formulação, implementação e avaliação do conjunto de políticas públicas que envolvem inclusive a política do livro e da leitura e das bibliotecas públicas e comunitárias”, destacou o deputado estadual.

Durante a manifestação contra o fechamento das bibliotecas parque realizada no dia 06 de dezembro de 2016, Vera Saboya, também se posicionou a respeito da atual situação da área cultural carioca. “Acreditamos que estávamos em um bom caminho e que existia uma lógica de acesso à educação, cultura e a arte no país, mas tudo começou a desmoronar. É muito estranho e difícil compreender o que está acontecendo”, enfatizou a ex-Superintendente de Leitura e do Conhecimentode da Secult-RJ.

Pressionado pela mobilização dos setores da cultura o governador decidiu manter a Secult e em dezembro passado informou que a secretaria teria a sua autonomia mantida.

A realidade das bibliotecas

André Lazaroni assume a pasta da cultura, mas até agora ainda não existe uma posição oficial a respeito do futuro das bibliotecas parque do Rio. Como noticiado na semana passada pela Biblioo, a unidade de Manguinhos foi ocupada por um projeto social e a Estadual e Rocinha ainda continuam fechadas. A unidade de Niterói está funcionando normalmente porque a prefeitura local assumiu a manutenção do espaço depois que o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG) anunciou que não continuaria gerindo esses espaços.

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