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Muito embora o Brasil viva um momento de relativa estabilidade econômica, cujos reflexos incidem diretamente sobre a questão profissional, possibilitando um incremento na oferta de empregos no setor privado como há muito não se via, há ainda quem prefira a segurança oferecida pelo emprego público. Por conta disso, o número de trabalhadores na administração pública brasileira aumentou 30,2% de 2003 a 2010, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa divulgada no dia 8 de setembro deste ano mostra que o maior crescimento ocorreu no setor municipal (39,3%), seguido do federal (30,3%) e do estadual (19,1%).

São vários os motivos que levam o jovem a pensar cada vez mais na carreira pública. A primeira e talvez mais importante, é a estabilidade. No caso do servidor federal, por exemplo, após três anos de efetivo exercício o trabalhador alcança essa garantia, não podendo ser despedido, a não ser por justo motivo. Mas não é só a estabilidade que estimula a opção pela carreira pública, outros aspectos como, garantia salarial, oportunidades independente de idade, não exigência de experiência anterior são fundamentais.

Pessoas de diversas áreas fazem a faculdade já de olho nas oportunidades oferecidas pelo setor público. Entre os bibliotecários, por exemplo, é clara a predileção pela carreira pública. Além de todas as vantagens já destacadas, os bibliotecários têm contado com um número considerável de vagas no setor público. De acordo com Gustavo Henn, bibliotecário da Procuradoria Regional do Trabalho da Paraíba e editor do site Biblioteconomia para concursos, “para quem é bibliotecário e quer atuar como bibliotecário, [a carreira pública] é quase sempre a melhor opção. Segundo ele, “é natural para o bibliotecário ser servidor público, pois a maioria das bibliotecas brasileiras são públicas e algumas das melhores também”. No mesmo sentido é o entendimento de Leandro Guedes, bibliotecário da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e editor do blog Biblioconcursos. Ele garante que “para bibliotecários no Brasil a melhor opção é ser servidor público”, pois, segundo ele, “via de regra os maiores salários estão na esfera pública, além da maioria das vagas”.

Editais são publicados todos os meses nas diversas regiões do país, fazendo a felicidade dos profissionais. Para os próximos meses, por exemplo, estão previstos os lançamentos de editais para o provimento de diversos cargos de importantes instituições, tais como o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o do Tribunal de Justiça do Rio que tem previsão de lançamento para o dia 15/12. E por falar em tribunal, a carreira nas instituições jurídicas tem se mostrado uma das mais atrativas para os “concurseiros”, como se convencionou chamar as pessoas que fazem concursos públicos, sobretudo em virtude dos salários, em geral mais atrativos do que os de outras instituições. Tão atrativa que o professor de Educação Física, Maxwell Reis, que até hoje só tentou vagas no magistério, já pensa em tentar uma vaga nessa área da administração pública.

Seguimentos dedicados ao tema da carreira pública

Na esteira da corrida pela estabilidade profissional, floresce em todo o país diversos seguimentos que vão de cursos preparatórios à editoras especializadas no assunto. Outra atividade de destaque nesse seguimento são as chamadas Feiras da Carreira Pública, como a que aconteceu nos dias 28, 29 e 30 de outubro no Centro de Convenções Sul América no Rio de janeiro. Com cinquenta e seis estandes de cursos preparatórios e mais de setenta e três palestras de professores e autoridades da área, o evento registrou a presença de setenta e cinco mil visitantes nos três dias. O evento reuniu em um só lugar, informações, palestras, dicas, aulas, show com diversos professores de cursos preparatórios e sorteios de bolsas de estudos.

Um dos momentos mais esperados do evento foi a palestra comemorativa de um milhão de ouvintes do “guru” dos concursos, William Douglas.  Na ocasião, Douglas deu uma apólice do futuro para cada um dos ouvintes. A advogada Ana Cláudia Ramos, que está começando agora na vida de “concurseira”, considera o contato com os estandes dos cursos e as palestras uma grande oportunidade de conhecer a rica área dos concursos, além de ser uma ótima oportunidade para quem quer se preparar para as provas.

A internet, por seu turno, é uma ferramenta que tem auxiliado e muito aos pretensos servidores. Pela rede florescem um sem número de sites e blogs dedicados ao tema, como o Biblioteconomia para concursos do bibliotecário paraibano Gustavo Henn e o Biblioconcursos do também bibliotecário Leandro Guedes. Itens em comum nestes sites são a agenda dos concursos e as dicas para as provas. Embora o primeiro aponte o “intuito de promover a aprendizagem colaborativa em biblioteconomia” como objetivo principal, o que se tem de mais específico nele são as questões relacionadas aos concursos públicos. Já no Biblioconcursos a missão é bem clara: “divulgar e compartilhar informações sobre os concursos públicos na área de Biblioteconomia”. Os editores de ambos os sites são servidores públicos com aprovação destacada em seus respectivos concursos. Leandro, por exemplo, foi aprovado em primeiro lugar na prova escrita da ANP, onde trabalha atualmente; quarto lugar no Colégio Pedro II e quinto lugar na Comissão de Valores Mobiliário, entre outros.

As dicas de quem já enfrentou essa luta

Para Henn, “quanto à preparação não existe mágica”. O segredo, segundo ele, “é estudar muito e cada vez mais”. O bibliotecário paraibano destaca que “estudando cada um descobre como aprender melhor”. A dica de Henn é: “mantenha o foco. Não desista”. Por outro lado Leandro entende que a “preparação deve focar os conteúdos mais cobrados nas principais bancas”, onde o candidato deve “dedicar sempre pelo menos uma hora do dia à leitura de conteúdo e/ou realização de provas anteriores”. Ele dá dicas: “1. Estudar muito. 2. Não desistir do objetivo, mesmo diante de insucessos. 3. Fazer provas anteriores, pois são uma ótima maneira de se preparar e se acostumar com a maneira como as bancas cobram o conteúdo visto na faculdade. 4. Se inscrever em todos os concursos que puder, pois na medida em que você presta concursos vai vendo que não é um bicho de sete cabeças e que é possível passar”. E como diz William Douglas: “concurso não se faz para passar, mas até passar!”.

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