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Para comemorar o dia do bibliotecário, na próxima segunda-feira, 12 de março, a Fundação Biblioteca Nacional lança duas obras que remetem à data: O bibliotecário perfeito: o historiador Ramiz Galvão na Biblioteca Nacional, de Ana Paula Sampaio Caldeira e A Biblioteca Nacional na crônica da cidade: a cidade; o leitor, de Iuri Lapa e Lia Ramos Jordão. Na ocasião, às 14h30, os autores e a coordenadora de Serviços Bibliográficos da FBN, Luciana Grings, participam de mesa-redonda em que discutem os papéis das bibliotecas, dos bibliófilos e dos bibliotecários.

“O bibliotecário perfeito…” é fruto da tese de doutorado da historiadora e professora Ana Paula Sampaio Caldeira. A obra trata da trajetória de um ilustre bibliotecário que conferiu notoriedade à Biblioteca Nacional em sua época: Ramiz Galvão, diretor da Biblioteca Nacional entre 1870 e 1882 e criador dos Anais da Biblioteca Nacional. “Ele elevou a BN a outro patamar dentro das instituições do Império, por conta de um projeto ligado à construção da história e da memória nacional”, explica a autora.

O papel da Biblioteca Nacional também chamou a atenção dos pesquisadores da casa Lia Jordão e Iuri Lapa.  “A Biblioteca Nacional na crônica da cidade…” é fruto de longa pesquisa no acervo da FBN, entre documentos, livros de ficção e também no site da Hemeroteca Digital, onde estão coleções de jornais, revistas e outras publicações em série digitalizadas da Biblioteca Nacional.

“Embora inclua elementos do discurso ‘oficial’, é sobretudo um olhar sobre a recepção da Biblioteca, explicitando as mais diversas formas como ela foi sendo apropriada, representada e ‘consumida’ por seus leitores e pelos habitantes da cidade”, explicam os autores. No livro, a BN é revelada em imagens de fotógrafos como Augusto Malta e Marc Ferrez e textos de jornais e crônicas de Arthur Azevedo, Carlos Drummond de Andrade, João do Rio, Lima Barreto, Rubem Braga, entre outros.

Memória nacional e diversidade: tema central para o debate

O ex-diretor Ramiz Galvão imaginou a Biblioteca como um lugar para receber o especialista e o erudito em detrimento ao público interessado em leituras de jornais e “naquilo que ele chamava de ‘literatura amena’”, explica Ana Paula Caldeira, autora de “O bibliotecário perfeito…”. “O objetivo era construir uma memória nacional consolidada”, acrescenta a autora.

A perspectiva foi ampliada e pode ser conferida em “A Biblioteca Nacional na crônica da cidade…”, de Lia Jordão e Iuri Lapa. A publicação reúne documentos em que a instituição é retratada como zona eleitoral, como lugar de protestos e os jardins da Biblioteca como local de oferendas religiosas e dormitório de foliões carnavalescos.

Hoje, o que se espera das instituições de memória é diferente. “O trabalho nas bibliotecas não se concentra mais tanto em prol da construção de uma memória nacional unívoca, mas de uma diversidade de narrativas e de memórias, abertas a diferentes públicos”, observa Ana Paula Caldeira.

As novas fontes e tecnologias contribuem para isso. No começo da pesquisa para seu livro, Lia Jordão e Iuri Lapa tinham como indagação apenas como a BN era vista na ficção. Mas, aos poucos, com tantos documentos disponíveis a poucos cliques no site da Hemeroteca Digital e com o objetivo de fugir do discurso dito oficial, revelaram-se situações da riqueza e da diversidade urbana, explicaram os autores. Complexidade essa que é típica de uma cidade grande como o Rio de Janeiro, o que justifica o nome e o foco do livro “A Biblioteca Nacional na crônica da cidade…”.

Mesa-redonda “bibliotecários, bibliófilos, bibliotecas”

Lançamento de O bibliotecário perfeito: o historiador Ramiz Galvão na Biblioteca Nacional, de Ana Paula Sampaio Caldeira e A Biblioteca Nacional na crônica da cidade: a cidade; o leitor, de Iuri Lapa e Lia Ramos Jordão, volume 43 da Coleção Rodolfo Garcia.

Debate com Ana Paula Sampaio Caldeira, historiadora e professora da UFMG, Luciana Grings, coordenadora de Serviços Bibliográficos da FBN e Iuri Lapa e Lia Ramos Jordão, pesquisadores do Centro de Pesquisa e Editoração da FBN.

Serviço

Comemoração do dia do bibliotecário na FBN

Data: 12 de março

Horário: 14h30

Local: Auditório Machado de Assis, Rua México, s/n° (entrada pelos jardins)

*Com informações da coordenadoria de editoração da FBN

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