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RIO – No mês de março a Biblioo visita as novas instalações da biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro. Reformada em novembro de 2012, a unidade de informação compõe, em beleza, serviços e atividades, um dos trunfos para o sucesso do CCBB.

Com diferentes espaços e layout, a biblioteca ganhou “ares” de um novo colorido. Local especial, reservado para exposições, biblioteca infantojuvenil e ampla sala de leitura estão entre as novidades. Livre espaço para circulação de ideias, as bibliotecas desempenham função ímpar no desenvolvimento intelectual. A pedagoga Mariá Muniz fala da necessidade de tornar a atividade de visitação à biblioteca algo desejável: “temos que fazer isso ser mais natural do que é; fazer o ato de ir a uma biblioteca algo prazeroso”. Para a jornalista Julianne Gouveia, a coleção é um dos pilares do espaço: “vale a pena fazer as pesquisas por conta do acervo”, comenta. A abrangência de público é outro fator positivo, como destaca o advogado Daniel Machado: “Eu gostei da biblioteca do CCBB após a reforma. É bom que a cidade, e o Centro em especial, tenha um espaço assim: atrai crianças, adolescentes, adultos e idosos”.

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Espaço para exposições (Foto: Thiago Cirne)

Cecilia Bosco, bibliotecária responsável, fala sobre como é atuar em uma das instituições culturais de maior destaque no Brasil: “O Banco do Brasil proporciona uma estrutura que facilita e nos estimula a trabalhar visando sempre o melhor para o nosso usuário. Muito antes de criar o seu centro cultural, o Banco do Brasil já produzia cultura. Desde o ano de 1931, quando formou sua Biblioteca e, em 1936, quando adquiriu uma primeira coleção de moedas e cédulas brasileiras, o povo brasileiro já era beneficiado com ações de valorização da cultura nacional e internacional”.

Sobre as alterações nas características físicas da biblioteca, Bosco salienta o tempo de duração e participação da equipe. “A reforma durou 2 anos. Antes mesmo da obra iniciar, o trabalho de desmontagem do acervo já havia começado e a equipe trabalhou quase dois meses acondicionando todos os livros da biblioteca. Em nenhum momento saímos do ambiente, sendo possível participar junto com a equipe de engenharia do BB de todo o processo”.

A biblioteca do CCBB reúne segmentos de público diversificados. Obras Raras, literatura infantil e títulos recentes dão dinamização ao acervo. De acordo com Cecilia, a sala de obras raras, por exemplo, conserva títulos de grande valor bibliográfico como a Encyclopédie ou Dictionaire Rasisonné des Sciences, des Arts et des Métiers, organizada por Diderot e d’Alembert em 1778. A coleção completa dos livros publicados pela Sociedade dos 100 Bibliófilos, a partir da década de 1940, de autores brasileiros como Manuel Bandeira, Jorge Amado e Machado de Assis, com ilustrações de Portinari, Di Cavalcanti e Djanira entre outros, e a coleção de 280 exemplares do chamado “jornalismo primitivo”, constituída de folhetos e publicações dos séculos 17 e 19 também são citados.  “Foi incorporada a esta sala a coleção de livros de artistas, que reúne trabalhos de importantes nomes da arte brasileira contemporânea”, completa.

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Espaço Infantojuvenil (Foto: Thiago Cirne)
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Livros em exposição no salão de Obras Raras (Foto: Thiago Cirne)

O prédio do CCBB RJ foi inaugurado em 1989, com projeto idealizado pelo então presidente do Banco do Brasil, Camillo Calazans. O edifício foi sede do BB nos anos 1920. O Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua Primeiro de Março, Centro, Rio de Janeiro. Entrada gratuita.

Clique aqui para ler integralmente a entrevista de Cecília Bosco que compôs essa reportagem.

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