Autor do Arquivo

Mara Vanessa Torres

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É jornalista, escritora e crítica cultural. Trabalha com análise e resenha crítica, atuando na área no slow journalism. Suas grandes paixões são literatura, cinema, belas-artes, música, história e transcendência. Colabora de forma permanente com a Biblioo.

A experiência de estar em si e fora de si presente no “Filme Demência”, de Carlos Reichenbach

Conto machadiano fala sobre ego, loucura e identidade

Sobre o que mudamos, mas não transformamos

Nós somos continuamente direcionados a seguir um caminho religioso no decorrer de nossas vidas. Quando nascemos, somos inseridos na fé praticada por nossos familiares. Durante o processo de crescimento e maturidade, somos compelidos a continuar com as mesmas crenças ou, por circunstâncias pessoais ou externas, mudarmos nosso olhar no que se refere à religião.

Três horas da tarde. Raios solares descem do céu e transformam-se em gotas de suor. Não há pretensões faraônicas. Não há competição ou angústia. Tudo é como deve ser. A instabilidade é natural; a metamorfose é lei. Por um segundo, considero como deve ser viver entre os astros, no centro da Via Láctea. Força e serenidade, talvez?

Divido meus dias entre a biblioteca de uma conhecida e badalada universidade carioca, localizada na zona sul da cidade e as obrigações profissionais e domésticas da minha vida privada.

Reclusão e mistério são traços impactantes na vida e obra de Emily Dickinson (1830-1886), poeta norte-americana dona de um magnetismo único.

Conhecida por todo o globo terrestre como a mais famosa “Rainha do Crime”, a inglesa Agatha Christie aposta no sobrenatural para compor os contos de “O Cão da Morte” (original The Hound of Death, tradução de Alessandro Zir, editora L&PM, 2013, págs. 256). A coletânea traz doze contos que envolvem espíritos, metafísica, misticismo, magia e o temido “rastro da morte”. Agatha deixa de concentrar sua narrativa no famoso lead jornalístico do “o que? quem? quando? onde? como? por quê?” para perscrutar a alma e todos os enigmas que separam o mundo humano de outras dimensões.

Breve ensaio sobre cinema, subdesenvolvimento e ideais

O Sol não reconhecia o poder que emanava dele; não conseguia sentir o Universo em sua imensidão. Ele não compreendia a Via Láctea como um lugar de infinitos. O Rei Dourado disparava raios flamejantes o tempo todo, impondo a si mesmo o caminho da solidão.