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“(…) de tal modo que a dominação de homens sobre homens não seja percebida porque aparece como dominação das ideias sobre todos os homens”.

Marilena Chauí

Refletindo sobre os últimos acontecimentos políticos e sociais brasileiros, é possível perceber como os mecanismos utilizados pelos meios de comunicação de massa têm garantido a permanência do status quo dominante. Cabe, no entanto, entender qual é o papel da ideologia no favorecimento de mensagens assimiladas e reconhecidas pela sociedade, gerando um código homogêneo de interpretações do real. Nesse primeiro momento, vale a retomada da compreensão histórica do termo ideologia, destacada pelo pensador Michael Löwy como um “conceito tão complexo, tão cheio de significados”. As dificuldades em elaborar uma formulação conceitual são geradas pelas dimensões que a palavra ideologia comporta, onde se dá, segundo Löwy, “uma acumulação fantástica de contradições, de paradoxos, de arbitrariedades, de ambiguidades, de equívocos e de mal entendidos”.

Na obra “Ideologias e Ciência Social: elementos para uma análise marxista”, Michael Löwy traça o percurso histórico do conceito de ideologia e aponta o filósofo francês Destutt de Tracy, autor do livro Eléments d’Idéologie, datado de 1801, como seu precursor. O tratado de Tracy versa sobre o estudo científico das ideias, entendidas como a interação entre o “organismo vivo e a natureza – o meio ambiente -, e a ideologia figurava como um subcapítulo da zoologia”. Apenas na primeira metade do século XIX, Karl Marx encontra o termo em jornais, revistas e debates com o sentido apropriado pelo imperador francês Napoleão Bonaparte, que atribuiu aos ideólogos à especulação metafísica que ignora a realidade.

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