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Rio – É certo que vivemos em plena “era do pdf”. A informação está ali, detalhada em forma e cores e acessível até mesmo no menor aparelho celular. Ainda que a experiência tátil seja algo praticamente impossível de ser alcançada pelas informações digitais (o tocar não é reproduzido), não se pode negar a tendência informacional aos downloads. Mas quem se lembra do “avô” do pdf? O Microfilme ainda é utilizado amplamente em instituições de pesquisa, como Fundação Biblioteca Nacional, Arquivo Nacional e Casa de Rui Barbosa.

O microfilme é classificado como uma mídia analógica de armazenamento para livros, periódicos, documentos e desenho, sendo largamente utilizado há décadas. Muitas Instituições, públicas e particulares, adotaram essa forma de guarda tendo em vista a diminuição no volume de documentos e, ao mesmo tempo, a preservação dos materiais. Alguns especialistas apontam o tempo de vida útil do microfilme como sendo superior a 100 anos. Além da durabilidade e integridade do arquivo, validade legal e facilidade na recuperação são apontadas como fatores positivos na adoção deste recurso.

Microfilmagem e o acesso à informação (Foto: Thiago Cirne)

A microfilmagem é legalmente amparada. A bibliotecária jurídica Andréia Vieira Monteiro explica o fato. “O Brasil possui legislação própria que autoriza a microfilmagem e estabelece que o microfilme tenha o mesmo efeito legal que o documento original”.

A capacidade de armazenamento ainda chama a atenção. Um rolo de microfilme pode registrar mais de 2.000 páginas e vários deles podem ser estocados em armários próprios de pequenas dimensões.

Rolos de microfilmes armazenados (Foto: Thiago Cirne)

Andréia Vieira lembra que existem novas formas de microfilmagem. “Podemos utilizar o processo da microfilmagem eletrônica, que consiste na captura de documentos através da digitalização, gerando imagens eletronicamente em formatos TIFF, PDF/A, etc.”.

Leitoras de microfilme (Foto: Thiago Cirne)

Diversas unidades de informação possuem livros, periódicos e outros documentos de relevância histórica que se encontram deteriorados pelo tempo e até mesmo fora de consulta. A utilização de microfilmes pode colaborar quando o original não está apto a ser analisado pelo pesquisador.

Apesar do tradicionalismo e aceitação, a microfilmagem encontra suas dificuldades. O espaço físico nem sempre permite a instalação de máquinas leitoras. Além disso, existe a necessidade de laboratórios que auxiliem na manutenção e reposição dos equipamentos, previstos em projetos e contratos.

Processos de microfilmagem e digitalização de acervos documentais estão no centro das discussões sobre a preservação e a necessidade informacional. Bibliotecários, arquivistas, documentalistas e outros profissionais têm elaborado uma série de debates em torno do tema, objetivando um ponto razoável entre instituições detentoras de acervos especiais e o foco específico no fluxo da informação: o usuário.

Microfilmadora: prática antiga, mas ainda em vigor (Foto: Divulgação)

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2 Comentários

  1. Márcio Sacramento
    19 de junho de 2013 a 13:09 — Responder

    Muito boa a matéria. Apesar de curta, expôs um tipo de suporte de informação relevante, mas pouco conhecido da grande maioria das pessoas, inclusive na nossa área. O conhecimento fica condicionado à teoria na universidade (quando muito) e a quem tem a oportunidade de trabalhar em um dos centros de informação supracitados e na Petrobras (que dispõe de alguns periódicos e outros documentos microfilmados).

    Parabéns pelo artigo, que me ajudou a rever e matar saudades do salão de Periódicos, principalmente o Balcão de Referência do Setor, onde trabalhei oito anos, dos doze anos que trabalhei na Biblioteca Nacional!

  2. debora
    23 de junho de 2013 a 17:30 — Responder

    adorei também! trabalhei 2 anos como estagiária na Biblioteca Nacional na Microfilmagem e me emociono sempre que sejo matérias sobre o assunto.
    As fotos foram na BN?

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